Almanaque da Cerveja

 
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Almanaque da Cerveja

Edição 01

A cerveja mais antiga que se tem notícia — na verdade não é bem notícia, mas uma descoberta arqueológica — foi feita pelos sumérios há pelo menos 5 mil anos. Não por coincidência, a Suméria é a civilização mais antiga que se conhece, então, deduzimos ser a cerveja um marco civilizatório e que tem cumprido a “missão” de acompanhar a evolução do homem desde então, com dignidade. A cerveja suméria era uma bebida fermentada feita à base de cereais, mel e frutas, contando também com temperos para conferir mais sabor à bebida; os ingredientes mudaram, mas em princípio, a cerveja ainda é a mesma bebida que mistura água a cereais fermentados, e sorvida depois de a mistura descansar e ser filtrada. Embora os métodos de produção industrial de cerveja continuem sendo os mesmos há cerca de um século, a bebida não parou nunca de evoluir, e com os recursos técnicos e científicos andando aos saltos, novos estilos de cerveja são apresentados dia após dia, surpreendendo o consumidor e diversificando a cerveja cada vez mais. No Brasil, a cerveja tem uma origem meio obscura, clandestina — provavelmente começou a entrar no território no século XVII, quando na condição de colônia, o País estava impedido de ter manufatura de qualquer espécie, e o contrabando era o meio de os colonos adquirirem tudo aquilo que Portugal não trazia para cá; mas em meio a inúmeros percalços e dificuldades (descritos resumidamente no artigo A Curiosa História da Cerveja no Brasil), o espírito empreendedor prevaleceu e o mercado cervejeiro brasileiro se consolidou, tornando-se um dos setores industriais mais ricos e desenvolvidos, tanto que, atualmente, ocupa o 4º lugar no mercado mundial de cervejas, destacando-se como produtor, consumidor e exportador. Não há dúvida de que o brasileiro ama a cerveja e sabe como produzila com inequívoca competência.


Nas categorias: GASTRONOMIA & CIA