Panair - Isso é o Rio 1938

 
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Panair - Isso é o Rio 1938

Edição 01

Panair - Isso é o Rio, 1938 O primeiro livro moderno de fotografias do Rio de Janeiro Fotos de Roberto Strasser e contribuições fotográficas de Departamento Nacional de Propaganda, Paulo Einhorn, Panair do Brasil S.A., Rembrandt, Francisco Silva Jr., Rosenfeld, Vieira, Peter Lang. Editora H.D. Oliveira AO IDEALIZAR ISTO É RIO, era o desejo dos autores apresentar às pessoas que falam inglês, não apenas outro álbum de vistas dessa cidade maravilhosa, brilhando como uma jóia em seu cenário colorido de montanhas roxas e jade. Eles visualizaram algo diferente, algo que seria essencialmente mais descritivo do Rio de Janeiro hoje: suas múltiplas atrações e os muitos e variados aspectos da vida e costumes dos afortunados habitantes deste Paraíso Tropical. Pois, a maravilha do Rio foi feita por algum super-deus, algum titã amante da beleza entre as divindades, que esbanjou toda a cor e forma do cosmos. '' Veja Nápoles e morra '', é um oceano familiar de louvor aos napolitanos, mas, por pura majestade e beleza, a Baía do Rio de Janeiro é incomparavelmente mais impressionante, apesar de o Vesúvio jogando cinzas não entra em cena. O viajante, que se aproxima do Rio em barcos a vapor, nunca esquecerá a emoção de emocionar seu primeiro vislumbre do porto que não se parece com nenhum outro porto do universo - Sydney, Hong Kong, São Francisco e os portos do paraíso. Possuindo um clima ameno e equitativo, um porto magnífico pontilhado de numerosas ilhas beijadas pelo sol; rodeada pelo mar e pelas montanhas, apenas superlativos são adequados para descrever o charme pitoresco dessa metrópole deslumbrante do mundo tropical que está rapidamente se tornando a Meca de todos os turistas. Fundada em 1566 pelo portugês Estácio de Sá, foi a capital brasileira no início do século XX, e era uma cidade pitoresca e venerável, com uma população de cerca de 600.000 habitantes. Mas, apesar de estar no curto espaço de um século como a capital de uma província, um império e uma república, seu progresso foi lento e ainda preservou o encanto e o afastamento dos dias coloniais. Em 1900, o Rio era um labirinto de ruas estreitas e mal pavimentadas, e suas áreas comerciais eram congestionadas e mal servidas por meios de transporte. Fazer uma viagem pela cidade antiga era como percorrer as páginas mofadas de um passado romântico. Por ruas sinuosas e esburacadas, alinhadas com edifícios antiquados, por portões de ferro antiquados, por muros em ruínas, a imaginação involuntariamente voltou-se para o passado. Os belos subúrbios de Copacabana, Ipanema e Leblon, eram praias varridas pelo vento, habitadas apenas por pescadores, com aqui e ali algumas habitações. Foi durante a administração do Presidente Rodrigues Alves (1902-1906) que o Rio entrou em seu período de ouro, e em um tempo incrivelmente curto, foi transformado de uma cidade mal construída e insalubre, embora grande e pitoresca, em uma bela cidade de amplas avenidas e avenidas encantadoras ... uma cidade digna do país maior e mais rico da América do Sul. Na transformação da capital, Rodrigues Alves, um dos presidentes mais capazes e progressistas do Brasil, foi auxiliado na conquista mais impressionante de sua administração pelo gênio do Dr. Pereira Passos, ex-prefeito da cidade, e pelo Dr. Oswaldo Cruz, destacado cientista e diretor do Departamento de Saúde Pública. Sob Pereira Passos, magníficas obras portuárias foram instituídas, e a grande Avenida Rio Branco foi cortada no coração do centro de negócios, e foram traçados planos e executados com ousadia para a reforma e modernização da cidade. Enquanto sob a direção competente do Dr. Oswaldo Cruz, o saneamento do distrito federal foi aprimorado em todas as direções. Desde então, sucessivas administrações têm testemunhado uma continuação de reformas maravilhosas patrocinadas por homens ilustres como Paulo de Frontin, Amaro Cavalcanti, Carlos Sampaio, Antonio Prado Junior e, atualmente, Henrique Dodsworth, que inspirou o espírito do progresso e empreendimento, continua o esplêndido trabalho iniciado por seus antecessores, Pereira Passos e Oswaldo Cruz. Hoje, o Rio com mais de dois milhões de habitantes não é apenas uma grande metrópole moderna, maravilhosamente iluminada, uma cidade de belos parques e jardins floridos, de magníficas avenidas e avenidas sombrias; é também um centro altamente desenvolvido de atividades comerciais, industriais e culturais, que, juntamente com um clima ameno e agradável, é uma das cidades mais limpas e saudáveis do mundo. Em conclusão, sentimos que em ISTO É RIO, apenas expressamos nossa profunda admiração por homens ilustres que, diante de dificuldades quase insuperáveis, ajudaram a fazer do Rio de Janeiro o que é hoje: A CIDADE MARAVILHOSA DAS AMÉRICAS. H. D. OLIVEIRA PANAIR - THIS IS RIO, 1938 The First Modern Photographic Book of Rio de Janeiro EDITED BY H. D. O L I V E I R A PHOTOGRAPHIC REPORTER, NOBERTO STRASSER PHOTOGRAPHIC CONTRIBUTIONS BY DEPARTAMENTO NACIONAL DE PROPAGANDA, PAULO EINHORN, PANAIR DO BRASIL S A, REMBRANDT, FRANCISCO SILVA JR., ROSENFELD, VIEIRA, PETER LANG. IN IDEALIZING THIS IS RIO, it was the authors' desire to present to English speaking people, not just ''another' ' album of views of this wonder city, glistening like a jewel in its colorful setting of purple and jade mountains. They visualized something different, something that would be essentially more descriptive of the Rio de Janeiro of today: her manifold attractions and the many and varied aspects of the life and customs of the fortunate inhabitants of this Tropical Paradise. For, the wonder of Rio was made by some super-god, some beauty-loving titan among the deities, who lavished on it all the color and form of the cosmos. ''See Naples and die'', is a familiar ocean of praise of the Neapolitans, but for sheer majesty and beauty, the Bay of Rio de Janeiro is incomparably more impressive even though no smoking Vesuvius enters into the picture. The traveller, who approaches Rio by steamer, will never forget the thrill of emotion excited by his first glimpse of the harbor that is like no other harbor in the universe-Sydney, Hongkong, San Francisco and the ports of paradise notwithstanding. Possessing a mild and equable climate, a magnificent harbor dotted with innumerable sun­ kissed islands; sea-girt and mountain-girt, only superlatives are adequate to describe the picturesque charm of this gorgeous metropolis of the tropic world that is fast becoming the Mecca of all tourists. Founded in 1566 by the Portuguese Estacio de Sá, the Brazilian capital at the beginning of the twentieth century, was a quaint and venerable city with a population of about 600,000 inhabitants. But in spite of its having been within the short space of a century the capital of a province, an empire and a republic, its progress was slow and it still preserved the charm and remoteness of colonial days. ln 1900, Rio was a labyrinth of narrow, ill-paved streets, and its business section was congested and poorly served with transportation facilities. To take a trip through the old city was like stalking through the musty pages of a romantic past. Through twisting rutted streets, lined with old fashioned buildings, by antiquated iron gates, by crumbling walls, the imagination involuntarily turned to the past. The beautiful suburbs of Copacabana, Ipanema and Leblon, were wind­ swept beaches inhabited only by fishermen, with here and there a few dwellings. It was during the administration of President Rodrigues Alves (1902-1906) that Rio entered into its golden period of progress, and in an incredibly short time was transformed from a meanly built and unhealthy, though large and picturesque town, into a handsome city of broad boulevards and lovely avenues… a city worthy indeed of the largest and richest country in South America. In the transformation of the capital, Rodrigues Alves, one of the mostable and progressive presidents of Brazil, was aided in the most striking achievement of his administration by the genius of Dr. Pereira Passos, former mayor of the city, and by Dr. Oswaldo Cruz, noted scientist and Director of the Public Health Department. Under Pereira Passos magnificent harbor works were instituted, and the great broad Avenue Rio Branco was cut through the heart of the business center, and plans were laid out and boldly executed for the remodelling and modernizing of the city. While under the able direction of Dr. Oswaldo Cruz, the sanitation of the federal district was improved in all directions. Since then, successive administrations have witnessed a continuation of wonderful reforms sponsored by such distinguished men as Paulo de Frontin, Amaro Cavalcanti, Carlos Sampaio, Antonio Prado Junior, and, at the present time, Henrique Dodsworth, who, inspired with the spirit of progress and enterprise, is carrying on the splendid work initiated by his predecessors, Pereira Passos and Oswaldo Cruz. Today, Rio with more than two million inhabitants is not only a great modern metropolis, marvellously illuminated, a city of beautiful parks and flowering gardens, of magnificent boulevards and shady avenues; it is also a highly developed center of commercial , industrial and cultural activities, that together with a mild and delightful climate, is one of the cleanest and most healthy cities in the world. ln conclusion, we feel that in THI S IS RIO it is only just that we express our profound admiration for those illustrious men who in the face of almost unsurpassable difficulties helped to make Rio de Janeiro what it is today : THE WONDER CITY OF THE AMERICAS. H. D. OLIVEIRA


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