FAX Mensagens de um Futuro Próximo

 
Última edição - 1995

FAX Mensagens de um Futuro Próximo

FAX Mensagens de um Futuro Pròximo

Para onde nos levarão a crescente tecnificação da produção, o abuso dos recursos naturais, o desemprego tecnológico, a intolerância e os nacionalismos que apontam para as tensões sociais do fim deste milénio? Uma misteriosa conexão de fax proporciona a um pesquisador de nosso tempo alguns flashes do futuro. Enquanto terroristas chantageiam com vírus eletrónicos e a máfia constrói sua “respeitável” economia paralela, o Brasil, cortado por trens supervelozes, exporta a sua tolerância e seu sincretismo, iluminando um período traumático da civilização. Novas alternativas de transporte urbano somente surgem após o mais definitivo congestionamento da era do automóvel. Não mais se fala de edifícios inteligentes e, sim, da inteligência dos projetos. E graças ao produto “Vivavita" o sistema de tratamento biológico de esgoto finalmente substituiu os quilómetros de tubulações. As surpreendentes mensagens recebidas revelam o dramático processo de formação de um novo humanismo que privilegia a privacidade, o edonismo, a criatividade, a diferença entre homens e mulheres e a solidariedade. Mas, antes de seu reconhecimento, na Conferência de Havana em 2018, países periféricos, como Israel e Turquia, conquistaram posições de destaque, enquanto empresas transnacionais implantavam curiosas experiências de economia social, tentando preservar o modo capitalista de produção de mercadorias. Tudo isto nos é agora revelado em Fax - mensagens de um futuro próximo, por um pesquisador do futuro que busca escrever a história do Brasil do fim do século. Jorge Wilheim, nascido na Itália [1928] e residente em São Paulo desde os seus doze anos, é arquiteto e urbanista, responsável pelos projetos do Parque Anhembi, do Centro de Cultura, da ala nova do Hospital Albert Einstein e do Novo Teatro de Ópera de São Paulo. Coordenou mais de 20 planos urbanos, inclusive o de Curitiba, e é co-autor da reurbanização do Vale do Anhangabaú. Foi, em diversas ocasiões, indicado para funções públicas, tendo sido presidente da Bienal Internacional de Arte (1988-89), secretário de Economia e Planejamento (1975-79), secretário municipal de Planejamento (1983-85), secretário de Meio Ambiente (1988-91) e presidente da Emplasa (1991-94). É autor de diversos livros sobre urbanismo, desenvolvimento e vida urbana, entre os quais Projeto São Paulo (Paz e Terra, 1983). Consultor, conferencista e professor visitante em diversos países, acaba de ser nomeado deputy secretary general da Conferência Mundial sobre o Futuro das Cidades (Habitat II), que a Organização das Nações Unidas realizará em Istambul (1996).


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